domingo, 19 de outubro de 2008

O que me caracteriza


Lágrimas


FODASSE...



...não quero chorar mais estas lágrimas.
Não desta vez...porque não tenho as tuas mãos para as enxugar. Não tenho o teu colo para descansar a cabeça quando doi.
Não tenho o teu abraço protector.
Desta vez não posso chorar.
Já não são salgadas as que rolam pela cara. Essas já devem ter acabado, não tenho mais. Estas vêm do coração, e é puro sangue.
O meu sorriso está condenado a não aparecer nunca mais.

Não posso nem te quero perder...mais uma vez...perder o que talvez nunca tive

Desta vez fiz asneira da grande...e não há volta a dar.
Não consegui recuperar a tua confiança, perdi a que restava.
Quem dera poder voltar a trás e refazer o que fiz mal, não fazia o que fiz sem pensar nas consequências.
Digo que não quero voltar a sofrer...mas este sofrimento foi sempre causado por atitudes minhas. Mereço-o.
Foste incapaz sequer de me abraçar. Doi, doi cá dentro.
Neste momento nem a minha amizade queres.
Prometo que não volto a errar, dá-me mais uma oportunidade. Só queria que entendesses o meu lado. Não fiz por mal, nunca pensei em te magoar. Sempre que errei foi para atingir os outros, mas no fim das contas fomos sempre nós os dois que saimos magoados.
A lágrimas voltaram. A dor no peito juntou-se para animar a festa.
Como é que eu te faço ver o meu lado também? Eu sei que tens razão, mas...os sentimentos não mudam assim de uma hora para outra. Não acredito em metade das maldades que me disseste só para me veres sofrer. Porque hoje sim, hoje vi odio no teu olhar.
Tenho tanto medo...
Queria ter dormido umas boas horas e acordado de um pesadelo, aliviada por ter sido só mais um pesadelo....mas não, desta vez é real. Real demais.
Não duvides do que digo sentir...nunca deverias duvidar mesmo.
Quem dera que fosses ler isto, isto e muito mais que tenho entalado mas não consigo dizer.
Sinto-me uma puta, um pedaço de lixo.
O veneno volta-me à cabeça.
Amar é dos piores sentimentos que eu conheço. Odeio-o. Maldito sentimento que quero arrancar. Se ao menos o desprezo que me estás a dar de castigo o fizesse murchar, se o fizesse morrer dentro e mim.
Espero por um telefonema...quero estar contigo. Se me disseres "não dá mais", não é aqui que eu fico...não consigo.
"Quem gosta não trai", foi estranho ouvir isso da tua boca...o que tens tu feito todo este tempo à mulher que dizes amar? Tens-la traído!! Ah, mas claro, não vamos falar de ti...quando se trata de ti tudo é correcto.
Sempre me lembro de te ouvir dizer que te sentiste atraído por mim e que te despertei o interesse porque nunca em lado nenhum tinhas ouvido nenhum comentário a meu respeito, nunca ninguém num bar ou em qualquer outro lado se tinha gabado de ter ido para a cama comigo, nunca ouviste falar de mim como um objecto. Não fui muito fácil de levar para cama e agora porque tento fugir deste beco sem me magoar passo a ser a puta. Porque foi a ti que trai. Tou tão baralhada...não sei ao certo o que estou a escrever, já nada faz sentido.
O pouco sentido que a minha vida tinha perdeu-se hoje num parque de estacionameto Às 5h30 da manhã.
E queres saber que mais, não gostei nada do que vi durante toda a noite. Não tenho o direito de estar magoada também? Ah, pois, não...tu és homem.
Espero que o que disseste tenha sido de certa forma efeito do sono e da bebida. Não suporto isto.
Tenho medo.
És importante demais para te perder.
Amo-te
O mundo a desabar outra vez.

sábado, 18 de outubro de 2008

Encosta-te a mim


"Encosta-te a mim,

nós já vivemos cem mil anos.

Encosta-te a mim,

talvez eu esteja a exagerar.

Encosta-te a mim,

dá cabo dos teus desenganos

não queiras ver quem eu não sou,

deixa-me chegar.

Chegada da guerra,

fiz tudo p´ra sobreviver,

em nome da terra,no fundo p´ra te merecer

recebe-me bem,

não desencantes os meus passos

faz de mim o teu herói,

não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo

o que não vivi, hei-de inventar contigo

sei que não sei às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem,

encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,

desatinamos tantas vezes.

Vizinha de mim,

deixa ser meu o teu quintal,

recebe esta pomba que não está armadilhada

foi comprada,

foi roubada,

seja como foi.

Eu venho do nada

porque arrasei o que não quis

em nome da estrada,

onde só quero ser feliz.

Enrosca-te a mim,

vai desarmar a flor queimada,

vai beijar o homem-bomba,

quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo,

e o que não vivi,

um dia hei-de inventar contigo

sei que não sei,

às vezes entender o teu olhar,

mas quero-te bem.

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim."

Diz-me tanto...dizes-me tanto. I will be right here wainting for you.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pseudo

Detesto que me perguntem se tenho namorado. Lá tenho eu de dizer que não, senão não me livro das perguntas: "Quem é? Conheço? Temos de combinar uma café um dia destes todos juntos" e pior, se o conhecerem: "Ah, o ..., mas ele não namorava com a ...?"
Depois torna-se complicado é explicar..."Então se não tens namorado, porque não queres ir tomar um café comigo?"
Tou a ver que tenho de mudar a minha resposta...SIM, TENHO UM PSEUDO-NAMORADO
Tá melhor assim?