sábado, 18 de outubro de 2008

Encosta-te a mim


"Encosta-te a mim,

nós já vivemos cem mil anos.

Encosta-te a mim,

talvez eu esteja a exagerar.

Encosta-te a mim,

dá cabo dos teus desenganos

não queiras ver quem eu não sou,

deixa-me chegar.

Chegada da guerra,

fiz tudo p´ra sobreviver,

em nome da terra,no fundo p´ra te merecer

recebe-me bem,

não desencantes os meus passos

faz de mim o teu herói,

não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo

o que não vivi, hei-de inventar contigo

sei que não sei às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem,

encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,

desatinamos tantas vezes.

Vizinha de mim,

deixa ser meu o teu quintal,

recebe esta pomba que não está armadilhada

foi comprada,

foi roubada,

seja como foi.

Eu venho do nada

porque arrasei o que não quis

em nome da estrada,

onde só quero ser feliz.

Enrosca-te a mim,

vai desarmar a flor queimada,

vai beijar o homem-bomba,

quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo,

e o que não vivi,

um dia hei-de inventar contigo

sei que não sei,

às vezes entender o teu olhar,

mas quero-te bem.

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim."

Diz-me tanto...dizes-me tanto. I will be right here wainting for you.

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