domingo, 8 de março de 2009

Demónios

As relações pessoais, em razão da sua natureza, constituem um processo de ensino-aprendizagem. Todos nós estabelecemos vínculos que acabam por despertar o nosso melhor ou fazer emergir os nossos "demónios".Refiro-me às fragilidades próprias do ser humano, aos seus medos, preconceitos, complexos, etc... A vida oferece a cada um de nós a oportunidade de ultrapassar estas fragilidades revivendo situações semelhantes às experimentadas no passado. Estas vivências servem ainda para nos consciencializarmos dos erros cometidos nas relações anteriores, razão pela qual tendemos a atrair para o nosso trilho pessoas com um padrão de comportamento que nos é familiar. Se prestarmos atenção apercebemo-nos também que a nossa reacção a estas situações assume sempre o mesmo formato. Para quebrar este ciclo vicioso temos que experimentar aquilo a que alguns denominam de “momento sagrado” ou "despertar". A solução passa necessariamente por escutarmos a voz interior que nos indica o caminho e tomar consciência que estas fragilidades têm a sua raiz na falta da auto-estima. Parece então que não basta fugir dos nossos "demónios" mas importa vencê-los para que não se eternizem.

1 comentário:

Penumbra disse...

Os fantasmas... os eternos fantasmas...

beijo