"Roendo uma laranja na falésia
Olhando um mundo azul à minha frente
Ouvindo um rouxinol na redondeza
No calmo improviso do poente
Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como pratas
E a briza vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas
Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um vizir de odemira
Que dizem por amor se matou novo
Aqui no lugar de porto côvo
A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
À volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no braseiro
Ao longe a cidadela dum navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do estio
Devolve-me à lembrança o alentejo
Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro."
Porque sei lá...apeteceu-me...
porque é triste morrer novo...porque é ainda mais triste morrer por amor.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
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